José Maria de Mendonça Júnior, Coronel de Cavalaria do Exército Português.
Vivência Militar: Portugal, Angola, França, Alemanha, Macau e Timor.
Condecorações:
Serviços Distintos e Relevantes Com Palma, De Mérito, Avis, Cruz Vermelha, De Campanhas.
Vivência turística: Madeira, Açores, Espanha, Baleares, Canárias, França, Alemanha, Inglaterra, Italía, Suiça, Malta, Brasil, Paraguai, Marrocos, Moçambique, África do Sul, Zimbabwe, Indonésia, Singapura, Austráia, Filipinas, China.
Idiomas: português (de preferência), Espanhol, Francês, Inglês.
A melhoria da vivência dos portugueses e dos espanhois, excepcional presensa na União Europeia e no Mundo, residirá¡ numa UNIÃO IBérica constituída por Estados Federados das suas regiões do continente e das ilhas.
Esta tese é enviada por http://uniaoiberica.blogspot.com/ podendo ser correspondida pelo e-mail uniaoiberica.federacao@gmail.com ou pelo correio postal: União Ibérica, Av. Bombeiros Voluntários, 66, 5º Frente, 1495-023 Algés, Portugal; Tel: 00 351 21 410 69 41; Fax: 00 351 21 412 03 96.
Pesquisá pelo google.pt ou pelo sapo.pt
A MADEIRA QUER FEDERALISMO

(*) Mendonça Júnior
Foi com o título em epigrafe que o semanário EXPRESSO noticiou na edição da sua primeira pagina, em 3 de Janeiro de 2009 o que, com a devida vénia, transcrevemos alguns extractos em itálico:
«Ainda a polémica dos Açores não terminou já se avizinha uma nova. Jardim e César querem mais autonomia e já se fala em federação.
O presidente da Assembleia Regional da Madeira assume que o objectivo é constituir uma federação.
“Gostava de ver um Estado Federado para o tempo dos meus netos e não me sentiria menos português por isso” diz Miguel Mendonça, que todavia declara que o Governo da Região não quer discutir para já o estatuto da Madeira”.
A ideia de uma federação, embora não perfilhada politicamente, também é defendida
nos Açores e o seu principal teórico foi em tempos o presidente da Assembleia Regional».
Como se sabe tenho vindo a publicar na internet no blogue da UNIÃO IBÉRICA um conjunto de 18 artigos intitulados Federação Ibérica com base no seguinte tema:
«A melhoria da vivência dos portugueses e espanhois, excepcional presença na União Europeia e no Mundo, residirá numa União Ibérica constituída por estados federados das suas regiões do continente e ilhas».
Entretanto como já tenho vindo a referir na internet o processo terá de se desenvolver primeiramente na constituição de regiões portuguesas e espanholas para que não fujam para independências.
Estou perfeitamente ciente que a defesa desta tese será a raiz a consolidar, num futuro que não será muito próximo, dada a sua complexidade político-sócio-económica. Mas se enquadra no adágio “Roma e Pavia não se fizeram num dia”.
Do lado português, os recentes acontecimentos entre Cavaco Silva e o Parlamento vieram empolar as regiões autónomas em termos federativos e relembrar a intenção de constituir regiões em Portugal Continental conforme já foi prometido por Sócrates.
Do lado espanhol já existem regiões que se encontram em risco de se tornaram independentes o que Espanha pretende a todo o custo evitar.
Da união de todas essas regiões, “a união faz a força”, nascerá uma Federação Ibérica.
UNIÃO DE PORTUGAL E ESPANHA

(*) Mendonça Júnior
O Jornal de Notícias de 19 de Novembro de 2008 publicou uma crónica na Internet. Com a devida vénia, transcrevo alguns extractos em itálico.
O escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte defendeu a existência de uma Ibéria, um país único, sem fronteiras que separem Espanha e Portugal, porque é "um absurdo" que os dois países vivam “tão descontentes um do outro".
Há uma Ibéria indiscutível que está entre os Pirinéus e o estreito de Gibraltar, com comida, raça, costumes, história em comum e as fronteiras são completamente artificiais.
Para Pérez-Reverte, o maior erro histórico de Filipe II, no século XVI, foi não ter escolhido Lisboa como capital do Império:"Teria sido mais justo haver uma Ibéria, e a história do mundo teria sido diferente".
O escritor disse "que essa Ibéria não existe hoje administrativamente, mas qualquer espanhol que venha a Portugal sente-se em casa e qualquer português que vá a Espanha sente o mesmo".
"Houve dificuldades históricas que nos separaram, mas a Ibéria existe. Não é um mito de Saramago, nem dos historiadores romanos. É uma realidade incontestável que precisa de um empurrão social e não político para concretizar o projecto", disse.
Assim, disse que "é um absurdo que Portugal e Espanha vivam sempre tão separados, tão desconhecidos um do outro já que deviam olhar para a Europa como ibéricos, porque o mundo de hoje “é um lugar de grandes mudanças sociais”.
"O Ocidente como o entendemos está na sua etapa final", disse.
A publicação do Jornal de Notícias refere que recebeu 31 comentários na data em que foi emitida a crónica. Há para todos os gostos. Porém ainda dominam os negativistas que, diga-se de passagem, estão progressivamente a diminuir fazendo jus ao tema defendido no site da «União Ibérica»
(*) Coronel de Cavalaria
Bibliografia:
Arturo Pérez Revert, 57 anos, é um dos escritores mais populares das letras espanholas da actualidade, com obra traduzida em quase trinta idiomas. Antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 1980, tendo editado romances como “O cemitério dos barcos sem nome”, “Território Comanche”, “O hussardo”, “ O pintor de batalhas” e os seis romances da série de aventuras “Capitão Alatriste”.
EDITORIAL:
Temas e Debates
– Mendonça Júnior, e-mail: mendoncajunior24@gmail.com
– Senado News, site: http://senadonews.blogspot.com/ e-mail: senadonews@gmail.com
– União Ibérica, site: http://uniaoiberica.blogspot.com/ e-mail: uniaoiberica.federacao@gmail.com
– Liga da Amizade Luso Espanhola-LALE, site: http://ligaamizadelusoespanhola.blogspot.com/ e-mail: lale.amizade@gmail.com
ESPANHA-O EXEMPLO

(*) Belmiro Vieira
A ESPANHA é o país da União Europeia onde se trabalha mais.
Em termos concretos labora-se ali, em média, 39,6 horas por semana, enquanto nos demais países comunitários não se vai além das 36-37 horas.
Quem faz esta revelação é a EUROSTAT, que chega mesmo a admitir que essa média possa em breve ser superada, como uma das formas para minimizar os efeitos da crise económica que, gerada pelo disparatado aumento do petróleo e pela escassez de bens alimentares, se avizinha ameaçando tudo e todos.
Em Espanha, sabem os que a conhecem minimamente, respeita-se muito a regra que lembra que um bom gestor é aquele que, perante dificuldades surgidas, procura aumentar as suas receitas não despedindo a mão de obra laboral ou reduzindo o tempo de trabalho.
Um bom gestor é aquele que procura aumentar os ganhos por via do empenho da força do trabalho disponível.
É esse apelo ao trabalho, que envolve não apenas os efectivos laborais mas também a gestão e o próprio capital que explica o facto de a Espanha ter sido nos últimos tempos – e ainda é – o país da Europa dos 27 com maiores índices de crescimento.
Mas não é só no apego ao trabalho que os nossos vizinhos dão exemplo.
Com efeito, eles se empenham voluntariamente em tudo o que fazem, para que os resultados sejam os melhores possíveis.
Pode-se mesmo afirmar que tem o gosto de estar sempre na primeira fila, como documentam actos do passado como do presente.
Para melhor explicar essa sua propensão para o protagonismo, permitimo-nos recordar a seguir alguns factos, tanto do presente como do passado, que o documentam.
Ei-los:
POLÍTICA:
O segundo governo de José Maria Zapatero, constituido recentemente, dispõe de 18 ministros dos quais 9 são homens e 9 são mulheres.
O que, como diz o Zé, é uma bofetada, sem mão, nos países que proclamam igualdade plena de direitos mas só no papel, já que em termos práticos as mulheres são sempre discriminadas.
Ainda no capítulo da política importa igualmente destacar que uma das primeiras medidas tomadas pelo novo governo foi a baixa nos impostos, isto no preciso momento em que os demais governos europeus dizem não a menos impostos.
LITERATURA:
CERVANTES ( autor do célebre “Don Quixote”, que tem servido de tema para muitos filmes e obras teatrais) assim como Miguel de Unamuno e Garcia Lorca são figuras de destaque na Literatura Europeia e Mundial.
ARTES PLÁSTICAS (PINTURA):
Velasquez, Pablo Picasso (o re-inventor da pintura), Goya e Salvador Dali são nomes sonantes à escala mundial, tendo deixado obras que ilustram vários museus e suscitam disputas acesas e curiosas quando postas em hasta pública.
CANÇÃO E BELO CANTO:
Voz inolvidável, Júlio Iglésias foi e ainda é um autêntico rei da canção popular, enquanto no chamado belo canto, Plácido Domingo e José Carrera formam, com o italiano Pavarotti, o trio que ora domina o sector.
ARQUITECTURA:
Quase todas as grandes cidades espanholas contem obras notáveis e dignas de serem apreciadas, mas e seguramente no domínio da chamada arquitectura religiosa que estão na primeira fila.
Com efeito, monumentos de extraordinária beleza e imponência como são as catedrais de Leôn, Burgos, São Tiago de Compostela, Toledo e bem assim a sagrada família, que o génio de Antonio Gaudi, implantou em Barcelona, só encontram rivais na Itália.
Isto a nível da Europa.
TURISMO:
Mais de 40 milhões de turistas todos os anos são uma referência que faz da Espanha a capital europeia ou mesmo mundial do turismo.
DESPORTO:
Real Madrid e Barcelona estão entre os maiores clubes de futebol do Mundo; o espanhol Alonzo, recém-chegado às corridas automobilísticas da chamada fórmula I, é já bi-campeão; Daniel Pedrosa e Jorge Lourenço vêm disputando com o italiano Valentino Rossi a liderança do mundial de motociclismo na sua categoria rainha; Carlos Sains é um ralista que corre sempre na frente; no hóquei em patins a selecção espanhola é campeão permanente.
TAUROMAQUIA:
Aqui o domínio dos compatriotas de Rodriguez Sanchez Manolete é total.
ACTIVIDADE RELIGIOSA:
País onde o catolicismo predomina, a Espanha não podia deixar de apresentar figuras e factos dignos de ser evocados como exemplos.
Lembra-nos duas dessas figuras:
– Tereza de Ávila, uma mulher, que fundou mais de uma quinzena de mosteiros e, sendo também escritora, escreveu 10 livros e 14.700 cartas das quais a maioria se extraviou restando apenas 1.200;
– José Maria Escrivã de Balaguer, o fundador da “Opus Dei”, uma congregação religiosa, que merece respeito e admiração, sobretudo pelas obras que vem realizando, tanto no domínio da Religião como do Ensino.
A ESPANHA TAMBÉM SE DISTINGUE:
– Pela relação exemplar que tem mantido com as suas antigas colónias. Coisa que infelizmente não se verifica com outros países europeus que possuíram colónias.
– Por um facto visível a olhos nús por qualquer um: a monarquia espanhola é um exemplo de que é possível uma convivência harmoniosa entre esse regime e a chamada democracia.
– Pela convivência quotidiana que a Família Real (o rei D. Juan Carlos, a rainha Sofia, o príncipe Filipe e irmãos) vem mantendo com os cidadãos e que faz deles todos uns autênticos campeões de popularidade, como facilmente se pode documentar.
– Pelo sentimento, de relevante amizade elevada ao mais alto grau, do Rei de Espanha em relação a Portugal:
«Espanha é a minha pátria, Portugal o meu país, disse o Rei Juan Carlos, – publicitando em 08/05/08, – que apesar de ter nascido em Roma e vivido na Suiça, foi Portugal que lhe ficou na alma».
Esta é a Espanha dos bons ventos…
(*) Jornalista
BILDERBERG e IBÉRIA

(*) Mendonça Júnior
Acaba de me chegar às mãos, emprestado por uns escassos dias, a tradução de uma das edições um livro – título original inglês: The Road to Tirany: Total Enslavement – de autoria de Daniel Estulin. Foi traduzido em português em três edições – 1ª Novembro de 2005, 2ª Março de 2006, 3ª Março de 2007 – intituladas: CLUBE BILDERBERG, OS SENHORES DO MUNDO.
Limito-me a reproduzir o que despertou a minha atenção:
Primeiro as sínteses da capa do livro:
– Daniel Estulin, nasceu na Rússia há 39anos e tem nacionalidade canadiana mas reside em Espanha. Jornalista e especialista em comunicação, investiga as actividades secretas do Clube Bilderberg há treze anos. Conquistou três prémios de investigação nos EUA e no Canadá.
– Filho de um oficial do KGB soviético, consultou inúmeras fontes e teve a colaboração dos colegas do seu pai e dos filhos destes, na sua missão monumental de documentar a história do Clube Bilderberg. El Universal.
– Um livro que revela os segredos dos mais poderosos do mundo…
Segundo o autor, o Clube Bilderberg prepara um Estado Policial Global que ultrapassa o pior pesadelo de Orwell, com um governo invisível, omnipotente, que actua a partir dos bastidores para controlar o governo dos Estados Unidos, a União Europeia, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e várias outras entidades. Univision.
– Uma investigação aturada sobre o verdadeiro “governo mundial na sombra” e as suas manobras para criar uma Nova Ordem planetária, dotada apenas de um mercado e de um exército. Yahoo! Notícias.
– Imagine um clube onde presidentes, primeiros-ministros e banqueiros internacionais convivem, onde a realeza presente garante que todos se entendem, onde as pessoas que determinam as guerras, controlam os mercados e impõem as suas regras a todo o mundo dizem o que nunca ousariam dizer em público.
– Pois este clube existe e tem um nome, chama-se Clube Bilderberg.
– Ao longo dos últimos cinquenta anos, um grupo seleccionado de políticos, empresários, banqueiros e outros poderosos tem-se reunido em segredo para tomar as grandes decisões que afectam mundo.
– Se quiser saber quem mexe os cordelinhos nos bastidores dos organismos internacionais conhecidos, não hesite leia este livro.
– Não temendo pôr em risco a própria vida, Daniel Estulin foi a única pessoa a conseguir romper o muro de silêncio que protege as reuniões do clube mais exclusivo e perigoso da história.
– Fique a saber:
* Porque se reúnem os cem mais poderosos do mundo todos os anos durante quatro dias.
* O porquê do silêncio dos média em relação a estas reuniões.
* Que vínculos existem entre o Clube Bilderberg e os serviços secretos ocidentais.
* Quais os planos do Clube Bilderberg para o futuro da humanidade.
A seguir folheei o conteúdo do livro:
Em termos de forma o livro tem 297 páginas – Prólogo, Introdução, quatro Capítulos, As Conclusões do Autor, três Anexos e Notas.
Em termos de fundo o livro descreve e comenta as actividades do Clube Bilderberg desde a sua fundação em 1954 pelo Príncipe Bernhard, já falecido, e ao qual se atribui a seguinte exclamação:
– «É difícil reeducar as pessoas que cresceram no nacionalismo para a ideia de renunciarem a parte da sua soberania em favor de um órgão supranacional».
– Richard Salam, antigo presidente da CBS News acrescenta:
«A nossa missão não é darmos às pessoas o que querem, mas sim o que decidimos que devem ter».
– Estas duas declarações, aqui expressas em itálico, aguçaram a minha curiosidade ao ponto de saber se no livro se encontravam os objectivos do Clube Bilderberg.
O que verifiquei constarem nas páginas 49 a 52 e que eram precedidas de um esclarecimento:
«O Clube Bilderberg procura a era do pós-nacionalismo: quando não haverá países, mas sim apenas regiões da Terra e valores universais. Isto é, uma economia universal, um governo universal (nomeado e não eleito) e uma região universal. Para garantirem estes objectivos, os bilderbergers defendem “mais abordagem técnica e menos conhecimento por parte do público.
Isto reduz as possibilidades de a população se inteirar do plano global dos senhores do mundo e criar uma resistência organizada».
O seu objectivo final é o controlo de absolutamente todo o mundo, em todos os sentidos da palavra. Actuam como se fossem Deus na Terra.
– Segundo o livro de Daniel Estulin, são 15 os objectivos do Clube Bilderberg.
– Após as sínteses anteriores, e por razões de espaço, julgo ser suficiente apontar somente o primeiro desses objectivos:
«Um Governo Único Mundial com um único mercado globalizado, policiado por um exército mundial, uma moeda mundial única, regulada financeiramente por um banco Mundial».
O cidadão comum acredita ou não na tese defendida pelo Club Bilderberg assim como, de igual modo, na tese defendida pela União Ibérica – ambas publicitadas na internet.
Há, e sempre houve, os que baseiam a credibilidade no engenho humano – na criação e aproveitamento dos chamados Ventos da História… e os outros, os Velhos do Restelo, que sempre a contrariaram.
Em resumo:
– Os bilderbergers acreditam num Governo Único Mundial…
– Os iberistas acreditam numa União Ibérica:
«A MELHORIA DA VIVÊNCIA DOS PORTUGUESES E ESPANHOIS, EXCEPCIONAL PRESENÇA NA UNIÃO EUROPEIA E NO MUNDO RESIDIRÁ NUMA UNIÃO IBÉRICA CONSTITUIDA POR ESTADOS FEDERADOS DAS SUAS REGIÕES E ILHAS».
Ambos têm a consciência de que haverá, a prazo a solução de ambos os casos. O futuro dirá.
Porém, no primeiro caso, parece ser mais credível aceitar um futuro que o enquadre para além do presente século, enquanto o segundo caso se constitua nos próximos anos.
(*) Coronel de Cavalaria
FEDERAÇÃO IBÉRICA (XIX)

(*) Mendonça Júnior
«A MELHORIA DA VIVÊNCIA DOS PORTUGUESES E ESPANHOIS, EXCEPCIONAL PRESENÇA NA UNIÃO EUROPEIA E NO MUNDO RESIDIRÁ NUMA UNIÃO IBÉRICA CONSTITUIDA POR ESTADOS FEDERADOS DAS SUAS REGIÕES E ILHAS».
1 – Vejo com prazer que se vai clarificando cada vez mais tese da UNIÃO IBÉRICA que temos vindo a publicar, desde 2 Abril de 2002 nos jornais de grande referência da Comunicação Social, e, posteriormente na internet desde 21 de Abril de 2005 em diante.
1.1 – No total, até hoje, são 50 artigos meus e de personalidades portugueses e espanholas que concordam com a tese.
1.2 – Do lado espanhol dizem que, por enquanto, só lhes interessa o sector económico e nalguns “buracos” onde os portugueses não querem aproveitar por incompetência ou “horror ao trabalho”.
1.3 – Do lado português ainda há quem pense em considerar Espanha como o “papão” que engolirá Portugal.
Esquecendo-se que durante a multissecular vivência dos dois países os portugueses sempre venceram, em renhidas batalhas os espanhois. Está hoje provado que hoje uma guerra entre os dois seria impossível de acontecer, dado que ambos fazem parte da União Europeia.
2 – Numa federação todos estão em pé de igualdade dependendo democraticamente quem a irá governar e durante o tempo que lhe for constitucionalmente atribuído. Nesse sentido não estará fora de questão que, um dia, o governo possa ser formado por portugueses inclusive o presidente da federação se sitiar em Lisboa se assim for decidido por ambas as partes.
2.1 – Como já sucedeu na UE: portugueses acabam de o passar aos eslovenos e será assim por diante.
3 – SOBERANIA E INDEPENDÊNCIA: há que distinguir.
3.1 – Portugal já perdeu muito da sua soberania (agora a cargo de Bruxelas) mas não perdeu a sua independência que ficou agora mais forte por fazer parte da UE.
4 – INGENUIDADE: para os que classificam a tese dessa maneira sugerimos uma vista aos países que se federaram, obviamente cada um à sua maneira: Alemanha, Áustria, Austrália Bélgica, Brasil, Grã-Bretanha, Rússia, Suiça, etc. que sobrevivem cada vez mais fortes, como se sabe, pela união das suas regiões.
5 – Para aqueles que não acreditam no Pai Natal…faço votos que, para o ano, se enquadrem na idiossincrasia tradicional multissecular dos portugueses de gema para se orientarem numa realística futura soberania e independência aliando-se nas suas e outras regiões como o fizeram, em antanho, do Minho a Timor e que agora, para garantir a sua sobrevivência, é do melhor bom senso, debater o objectivo da tese que defendemos e que já está a dar os primeiros passos.
5.1 – Em síntese: as regiões de Portugal+as regiões de Espanha=Federação Ibérica.
5.2 – Isto é, uma federação que se constituirá com mais de 50 milhões de habitantes.
5.3 – Formar-se-á mais um fortíssimo estado na UE, onde a votação “per capita” é decisiva.
6 – O “braço dado” na constituição da FEDERAÇÃO IBÉRICA trará extraordinários benefícios para portugueses e espanhois o que será amplamente reforçado pelas milionárias afinidades culturais do binário Portugal-Espanha no Mundo.
(*) Coronel de Cavalaria
INDEPENDÊNCIA DA MADEIRA? NÃO! FEDERAR-SE -SE NUMA UNIÃO IBÉRICA IBÉRIC!A? SIM!

(*) Mendonça Júnior
No dia 13 de Novembro de 2007 na página do Diário de Notícias na Internet, – no terceiro texto das suas epígrafes no NACIONAL – inseriu um longo comentário de Gabriel Drumond que intitulou: “Estamos num país que vive uma ditadura”.
O deputado do PSD/MADEIRA iniciou a sua opinião, aos jornalistas Lília Bernardes e Manuel Nicolau-DN FUNCHAL, dizendo:
«Não é falta de bom senso voltar a falar da independência da Madeira?» (sic).
E acrescentou:
«Não. Para mim a independência da Madeira é um assunto que está presente desde 1974.
Nunca perguntaram ao povo da Madeira que estatuto político queriam para as “ilhas adjacentes”.
A Constituição de 1976 foi uma farsa.
Chamaram-nos regiões autónomas mas restringiram-nos poderes de tal forma que o Estado enviou um ministro da República residente que, ainda hoje, continua hospedado no Palácio de São Lourenço, agora com o título de representante» (sic).
De imediato apraz-me perguntar se nessa altura, 1976, o Povo da Madeira, foi consultado sobre o que significava ser uma “região autónoma”?
Todos sabemos que não foi!
Portugal era do Minho a Timor e depois passou a ser do Minho ao Algarve com mais duas regiões autónomas: Madeira e Açores.
É sabido que se tratou de um estatuto político mais avançado em termos de soberania.
Mas para o Sr. Deputado não chega que a Madeira tenha uma “verdadeira autonomia” como a que na realidade foi constituída.
Isto é:
«Partilhar a mesma bandeira, hino, Presidente da República, Forças Armadas, polícias, Negócios Estrangeiros» (sic).
O Sr. Deputado quer mais quando diz:
«O resto seremos nós a legislar» (sic).
Com essa ideia o Sr. Deputado defende uma independência para a Madeira.
O Sr. Deputado do PSD/M dá a entender que quer continuar a ser Português!
Já pensou que com a independência os madeirenses deixariam de ser Portugueses… com sucedeu nos nossos ex-territórios de Além-Mar?
Oh! Sr. Deputado do PSD/M…
Não lhe ocorreu que para serem os madeirenses a legislar, como defende, já existem estatutos políticos onde se partilha também esse poder legislativo – actualmente em vivência em vários países no nosso Planeta – que se chamam FEDERAÇÕES?
Pois bem, a União Ibérica tem vindo a publicitar, também na Internet, uma tese:
«A MELHORIA DA VIVÊNCIA DOS PORTUGUESES E ESPANHOIS, EXCEPCIONAL PRESENÇA NA UNIÃO EUROPEIA E NO MUNDO RESIDIRÁ NUMA UNIÃO IBÉRICA CONSTITUIDA POR ESTADOS FEDERADOS DAS SUAS REGIÕES E ILHAS».
Finalmente, Sr. Deputado do PSD/M…
Não será de melhor bom senso evitar esse seu radicalismo e desbocadas acusações do modo como terminou os seus comentários:
«Estamos num país que vive uma ditadura. Comparo Sócrates a Hugo Chávez da Venezuela. Só que Chávez está a fazer uma revolução, Sócrates é mais o Putin de Portugal, um mentiroso» (sic).
(*) Coronel de Cavalaria.
– Fundador e Presidente do “blog” UNIÃO IBÉRICA:
http://uniaoiberica.blogspot.com/
OTA E TGV... ESCOLHAS FORÇADAS

(*) Mendonça Júnior
Um novo ciclo iniciou-se na Europa no início deste século.
Acreditamos que o cerne do futuro objectivo da UNIÃO EUROPEIA está na constituição de uma federação dos seus estados.
A sua concretização está dando os primeiros passos sócio-económicos.
Porém em termos políticos vai depender fundamentalmente, nas próximas décadas, do desaparecimento dos “Velhos do Restelo” ainda motivados pelas históricas inércias nacionalistas do passado.
As NOVAS GERAÇÕES já estão em marcha substituindo os valores tradicionais pelo emprego, a casa, as férias, o carro, aparelhagens electrónicas… enfim… vencer os novos desafios dos Ventos da História através de uma realística atitude pragmatista: “é glorioso ser rico”.
Os neófitos em breve se irão aperceber do valor da força de uma união… a UE na qual estamos integrados: somos cerca de meio bilião de habitantes emparceirados em 27 Estados.
Cada um deles terá sempre algo a perder mas muito mais a ganhar através de uma disciplina de solidariedade comum na qual “a verdade de uma ideia reside na sua utilidade, definindo-se pelo seu êxito”.
Assim sendo as escolhas das localizações da OTA e TGV dependem forçadamente da UNIÃO EUROPEIA.
A OTA já foi sancionada, a seu tempo, pela UE por razões estratégicas não difíceis de entender dado que é evidente criar uma placa aérea logística preferencial para África como as já existentes com igual objectivismo em Londres para o Extremo Oriente e Madrid para a América Latina todas situadas em áreas de inteligível escolha, “não desérticas”.
Pelas mesmas razões o acoplamento do TGV e da OTA é imprescindível.
Para se criar, através de ambos o desenvolvimento e a utilização adequada dos meios de coação política, económica, psicológica e militar à disposição do poder político para se atingirem os objectivos por este fixados.
Assim será decidido.
(*) Coronel de Cavalaria
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Foi publicado na Internet, no “blogspot” UNIÃO IBÉRICA,
http://uniaoiberica.blogspot.com/ em 26/10/07